quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Professor Takinha




I Evento Abadá Capoeira no Congo em Kinshasa no Congo

Galerinha do blog queridos  Psicopedagogos e queridas psicopedagogas entrei em contato com Sr. Taka Fagundes Takinha em 28 de Maio para que eu pudesse saber mais e aprender sobre seu trabalho de Capoeira com as Crianças com Necessidades Especiais e devido a inúmeros compromissos e viagens internacionais, hoje ele entrou em contato comigo e se prontificou de finalizarmos nossa tão esperada entrevista. Assim desta forma por intermédio do mesmo recebi esta foto com a Princesa de Mônaco Caroline no Evento no Congo I Evento Abadá Capoeira no Congo em Kinshasa, Quinxassa ou Quinxasa é a capital e a maior cidade da República Democrática do Congo. 
Takinha foi convidado pela Nações Unidas e UNICEF. Orgulho para nosso país. Aguardem.....
Este Evento foi organizado e é coordenado pelo Professor Pelezinho que reside em Luxemburgo.



Princesa de Mônaco Caroline com professor Takinha no Congo


domingo, 30 de outubro de 2016

TDAH

TDHA/TDAH/ADD/ADHD/AD/DH
O que preciso saber? by Ericka Vanessa
Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade


Você sabia que são mais de 300 milhões de pessoas no mundo possuem esse distúrbio.

O TDAH ou mais conhecido como TDHA (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), é um transtorno que geralmente se desenvolve na infância e tende a acompanhar o individuo durante toda a sua vida.
Pode ser conhecido como TDAH – transtorno do déficit de atenção com hiperatividade ou DDA – distúrbio do déficit de atenção. Em inglês poderá ser identificado por ADD, ADHD, ou AD/DH.
Através deste post será falado sobre tal problema que atualmente não é considerada uma doença, sendo assim, continue lendo o post e saiba mais sobre.
O TDAH é um transtorno neurobiológico que atinge varias partes do cérebro, geralmente causa falta de atenção, desinteresse, inquietude, impulsividade.
Estudos científicos apontam que a área mais atingida por esse transtorno é a região frontal e suas ligações com o resto do cérebro.
Existem pesquisas por todo o mundo, onde procuram saber a causa do desenvolvimento de TDHA, as pesquisam apontaram que a hereditariedade é uma das causas que podem fazer com que a criança desenvolva esse transtorno, pode ser passada de pai para filhos ou de mãe.
Outras causas como o que é ingerido durante a gravidez, sofrimento fetal (algumas pesquisas apontam que mulheres que tiveram algum problema na gravidez terá um aumento de chance do bebe desenvolver o TDAH), problemas familiares, e até mesmo a exposição ao chumbo poderá causar no bebe a probabilidade maior de desenvolver esse transtorno.
Bora lá....... aprender....

É um transtorno sério que deve ser diagnosticado e poderá comprometer diversas áreas na vida de um individuo como problemas que irão interferir nos relacionamentos, na profissão, aumenta riscos de acidentes no trânsito e tendência a terem envolvimento com drogas.
Os primeiros sintomas deveriam ser identificados na infância, onde geralmente é feito nas escolas, onde os profissionais da educação identificam a falta de interesse expressiva da criança, falta de atenção nas atividades desenvolvidas nas escolas, inquietude e a impulsividade. Mas nem sempre isso ocorre.
O Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade não tem cura, apenas tratamento. Este tratamento é possível através de ajudas como:

Psicólogos; Psicopedagogos; Psiquiatras; Pedagogos, Neuro entre outros.

Alimentação no caso do TDAH - déficit de atenção com ou sem hiperatividade, pacientes que fazem tratamentos medicamentosos devem ser muito cuidadosos com sua alimentação. A medicação atua sobre sistemas de neurotransmissores - usualmente dopamina e serotonia - e o cérebro precisa dos nutrientes certos para metabolizá-los. 
Para casos de TDAH e para melhorar a distração, os melhores alimentos são as proteínas - carnes em geral, especialmente peru e peixes - e os carboidratos complexos - grãos integrais, aveia, sementes, entre outros. Fuja dos carboidratos simples - os mais prejudiciais são o açúcar e a farinha branca. 
Os carboidratos simples são metabolizados muito rapidamente pelo corpo - são rapidamente transformados em glicose, aumentando abruptamente a concentração de açúcar na corrente sanguínea. Com isto, vem uma sensação de plenitude, de energia e bem estar imediatos. E claro, para o cérebro é muito importante o aporte de glicose, para que ele possa transformar em energia. 


A Lista mostra uma série de estratégias pode podem auxiliar a criança com TDAH :

Mandamentos


1.    Reforçar o que há de melhor na criança.
 
2.    Não estabelecer comparações entre os filhos. Cada criança apresenta um comportamento diante da mesma situação.
 
3.    Procurar conversar sempre com a criança sobre como está se sentindo.
 
4.    Aprender a controlar a própria impaciência.
 
5.    Estabeleça regras e limites dentro de casa, mas tenha atenção para obedecer-lhes também.
 
6.    Não esperar ‘’perfeição’’.
 
7.    Não cobre resultados, cobre empenho.
 
8.    Elogie! Não se esqueça de elogiar! O estímulo nunca é demais. A criança precisa ver que seus esforços em vencer a desatenção, controlar a ansiedade e manter o ‘’motorzinho de 220 volts’’ em baixas rotações está sendo reconhecido.
 
9.    Manter limites claros e consistentes, relembrando-os frequentemente.
 
10. Use português claro e direto, de preferência falando de frente e olhando nos olhos.
 
11. Não exigir mais do que a criança pode dar: deve-se considerar a sua idade.

Estudo
 
1.    Escolher cuidadosamente a escola e a professora para que a criança possa obter sucesso no processo de ensino-aprendizagem.
 
2.    Não sobrecarregar a criança com excesso de atividades extracurriculares.
 
3.    O estudo deve ser do jeito que as crianças ou os adolescentes bem entenderem. Tudo deve ser tentado, mas se o resultado final não corresponder às expectativas, reavalie após algumas semanas e peça novas opções; vá tentando até chegar à situação que mais favoreça o desempenho.
 
4.    Tenha contato próximo com os professores para acompanhar melhor o que está acontecendo na escola.
 
5.    Todas as tarefas têm que ser subdivididas em tarefas menores que possam ser realizadas mais facilmente e em menor tempo.


Regras do dia-a-dia
 
1.    Dar instruções diretas e claras, uma de cada vez, em um nível que a criança possa corresponder.
 
2.    Ensinar a criança a não interromper as suas atividades: tentar finalizar tudo aquilo que começa.
 
3.    Estabelecer uma rotina diária clara e consistente: hora de almoço, de jantar e dever de casa, por exemplo.
 
4.    Priorizar e focalizar o que é mais importante em determinadas situações.
 
5.    Organizar e arrumar o ambiente como um meio de otimizar as chances para sucesso e evitar conflitos.

Casa
 
1.    Manter em casa um sistema de código ou sinal que seja entendido por todos os membros da família.
 
2.    Manter o ambiente doméstico o mais harmônico e o mais organizado quanto possível.
 
3.    Reservar um espaço arejado e bem iluminado para a realização da lição de casa.
 
4.    O quarto não pode ser um local repleto de estímulos diferentes: um monte de brinquedo, pôsteres, etc.


Comportamento
 
1.    Advertir construtivamente o comportamento inadequado, esclarecendo com a criança o que seria mais apropriado e esperado dela naquele momento.
 
2.    Usar um sistema de reforço imediato para todo o bom comportamento da criança.
 
3.    Preparar a criança para qualquer mudança que altere a sua rotina, como festas, mudanças de escola ou de residência, etc.
 
4.    Incentivar a criança a exercer uma atividade física regular.
 
5.    Estimular a independência e a autonomia da criança, considerando a sua idade.
 
6.    Estimular a criança a fazer e a manter amizades.
 
7.    Ensinar para a criança meios de lidar com situações de conflito (pensar, raciocinar, chamar um adulto para intervir, esperar a sua vez).

Pais
 
1.    Ter sempre um tempo disponível para interagir com a criança.
 
2.    Incentivar as brincadeiras com jogos e regras, pois além de ajudar a desenvolver a atenção, permitem que a criança organize-se por meio de regras e limites e, aprenda a participar, ganhando, perdendo ou mesmo empatando.
 
3.    Quem tem TDAH pode descarregar sua “bateria” muito rapidamente. Se este for o caso, recarregue-a com mais frequência. Alguns portadores precisam de um simples cochilo durante o dia, outros de passear com o cachorro, outros de passar o fim de semana fora, outros ainda de ginástica ou futebol. Descubra como a “bateria” do seu filho é melhor recarregada.
 
4.    Evite ficar o tempo todo dentro de casa, principalmente nos fins de semana. Programe atividades diferentes, não fique sempre fazendo a mesma coisa. Leve todos à praia, ao teatro, ao cinema, para andar no parque, enfim, seja criativo.
 
5.    Estabeleça cronogramas, incluindo os períodos para ‘’descanso’’, brincadeiras ou simplesmente horários livres para se fazer o que quiser.
 
6.    Nenhuma atividade que requeira concentração (estudo, deveres de casa) pode ser muito prolongada. Intercale coisas agradáveis com tarefas que demandam atenção prolongada (potencialmente desagradáveis, portanto).
 
7.    Procure sempre perguntar o que ela quer, o que está achando das coisas. Não crie uma relação unidirecional. Obviamente, os pedidos devem ser negociados e atendidos no que for possível.
 
8.    Use mural para afixar lembretes, listas de coisas a fazer, calendário de provas. Também coloque algumas regras que foram combinadas e promessas de prêmio quando for o caso.
 
9.    Estimule e cobre o uso diário de uma agenda. Se ela for eletrônica, melhor ainda. As agendas devem ser consultadas diariamente.

1.    Procure o máximo de informações possível sobre o TDAH: leia livros, faça cursos, entre para organizações como a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (www.tdah.org.br), faça contato com outros pais para dividir experiências bem e mal sucedidas.
 
2.    Tenha certeza do diagnóstico e segurança de que não há outros diagnósticos associados ao TDAH.
 
3.    Tenha certeza de que o tratamento está sendo feito por um profissional que realmente entende do assunto.
 
4.    Lembre-se que seu filho (a) está sempre tentando corresponder às expectativas, mas às vezes não consegue. Deve sempre lembrar-se aos pais que estes devem ser otimistas, pacientes e persistentes com o filho. Não devem desanimar diante dos possíveis obstáculos.

Visão dos Especialistas sobre TDAH

TDAH - Prof. Paulo Mattos - Globo News










O De Frente Com Gabi deste domingo, 5 de setembro, recebe o médico neuropsiquiatra Dr. Paulo Mattos. 
Ele é especialista numa doença chamada Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, conhecida pela sigla TDAH. O convidado de Marília Gabriela explica tudo sobre esse mal que afeta principalmente as crianças.










Doutora Ana Beatriz (Psiquiatra) TDAH ela também sofreu deste sintoma e descobriu quando cursava medicina




domingo, 9 de outubro de 2016

Neurosaber

E-book Grátis
Mitos e Verdades Sobre o TDAH

Entendendo para incluir – Por Dr. Clay Brites / Neuropediatra. O Conhecimento acerca do TDAH tem sido cercado de ideias falsas, desprovidas de embasamento científico. Desmistifique estas ideias.
mitos-tdah

sábado, 1 de outubro de 2016

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E-book Aspectos Neurológicos da Aprendizagem

Neurologia e Desenvolvimento Infantil na Aprendizagem

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Curso com Daniele Galvão


Olha que oportunidade imperdível, quem quiser entrem em contato com Daniele Galvão Farias
Valor 50,00 reais, pagamento até dia 14/10/2016


Daniele Galvão

DÚVIDAS FREQUENTES DE PROFESSORES DE 

DIVERSAS REGIÕES DO BRASIL


1 -    PERCEBO QUE UMA DAS GRANDES DIFICULDADES NA INCLUSÃO É A COMPREENSÃO DO CURRÍCULO ADAPTADO.
SENDO ASSIM, AS ATIVIDADES DOS ALUNOS COM DEFICIÊNCIA SÃO DIFERENTES DOS DEMAIS ALUNOS?
R: Muitos professores apresentam essa dúvida. Vejam bem, as atividades devem ser oferecidas de forma adaptada às necessidades especiais. Mas antes de pensarmos na atividade é preciso levarmos em consideração que todo aluno com necessidades educacionais especiais deve passar por uma avaliação pedagógica com o objetivo de levantar as suas reais dificuldades e aí sim elaborar estratégias para que essas dificuldades sejam superadas. O grande problema é que os professores não estão capacitados para realizar essa avaliação e isso dificulta o trabalho dentro da proposta inclusiva. O que vejo por aí é um desespero por parte dos profissionais da educação. Se eles recebem um aluno com Síndrome de Down, por exemplo, buscam saber de forma geral as possíveis dificuldades de um sujeito com a SD e acabam realizando atividades de forma muito superficial e cada um, ainda que apresentem a mesma condição, terá dificuldades diferentes.
2-O ALUNO QUE FREQUENTA A APAE PRECISA ESTAR MATRICULADO NO ENSINO REGULAR?
R: Se pensarmos na proposta de educação inclusiva entendemos que uma não substitui a outra, elas se complementam. Manter uma criança especial apenas freqüentando a APAE, sem oferecer à ela o convívio social adequado é um reforço à exclusão e isso significa manter a segregação dos deficientes e não é esse o objetivo que queremos atingir.

3-POSSO RETER UM ALUNO COM DEFICIÊNCIA OU DEVO PROMOVÊ-LO?
R: Essa questão é extremamente polêmica. Penso que pais e professores estão muito preocupados em aprovações como se isso estivesse diretamente relacionado ao sucesso escolar, como se aprovar um aluno, seja ele especial ou não, seja o atestado de sua competência profissional. Por que não pensarmos em descobrir talentos, aflorar potenciais, e desenvolver habilidades? Essa preocupação existe porquê nem mesmo os professores sabem o que devem avaliar. QUALQUER ALUNO PODE SER RETIDO DESDE QUE ELE NÃO ATINJA UMA COISA CHAMADA: COMPETÊNCIA.
Muitos pais chegam ao meu consultório dizendo que o filho foi reprovado e que ele tem dificuldades e vão processar a escola. Lamento dizer aos responsáveis que independente do aluno ser neurotípico ou especial, em ambos os casos eles podem ser retidos sim! O critério para retenção é justamente o alcance das competências esperadas para idade ou aquilo que é esperado dentro das condições especiais daquele sujeito. Porém, quando partimos para realidade, deparamos com uma escola que não avaliou as necessidades especiais do aluno, não montou um plano de ação pedagógico, quando questionamos quais competências deveriam esperadas dentro das necessidades especiais daquele aluno a escola simplesmente não sabe se posicionar e isso faz com que ela fique sem respaldo e argumentos diante da necessidade de uma reprovação.
4-MEU ALUNO COM DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM NÃO CONSEGUE TERMINAR UMA ATIVIDADE ANTES DE PASSAR PARA OUTRA.  COMO APRESENTAR O NOVO CONTEÚDO PARA UM ALUNO COM DIFICULDADES?
R: Em primeiro lugar é preciso saber que tipo dificuldade essa criança apresenta. Deixar tarefas inacabadas é uma característica bem típica dentro do quadro de sintomas de TDAH. Considerando essa questão como a maior dificuldade, procure oferecer atividades bem objetivas, com enunciados curtos, atividades que não levem muito tempo para execução. Lembre-se: TDAH se assusta com volume de tarefas! Quanto a oferecer um novo conteúdo, busque ser mais dinâmica, envolva emoção nos conteúdos apresentados para gerar significado, incentive, ofereça recompensas emocionais (estrelinhas, corações). Alunos com TDAH necessitam de reforço positivo e encorajamento. Utilize recursos diferenciados: audiovisuais, trabalhe de forma mais concreta possível. Faça modificações no ambiente colocando-o mais próximo do quadro para que não prejudique sua atenção sustentada. O segredo do aprendizado do TDAH está na MOTIVAÇÃO.

5-O QUE DEVO PROPOR AO ALUNO QUE TEM TDAH? O MESMO ASSUNTO DA TURMA OU OUTRO?
R: Professores, TDAH não está enquadrado na modalidade de Educação Inclusiva. O conteúdo a ser trabalho deve estar de acordo com a proposta da classe, conforme as diretrizes e bases da educação. O TDAH não altera a condição intelectual do sujeito e é importante ressaltar essa questão. TDAH NÃO É TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM! A dificuldade de aprendizagem é uma conseqüência da desatenção e hiperatividade e o papel do professor é elaborar estratégias a fim de minimizar esses efeitos, conforme explicado acima.

6-COMO POSSO AVALIAR UM ALUNO COM TDAH?
R: Criar avaliações diferenciadas ou modificar, ampliar, diversificar a aplicação da avaliação, dar tempo extra para que o aluno faça a avaliação, reduzir o tamanho da atividade avaliativa, dividi-la em partes e ajudar o aluno a manter o foco durante a resolução das questões, observação e o acompanhamento do cotidiano da sala de aula, devem prevalecer em relação às provas periódicas.
7- COMO INCLUIR UM ALUNO NUMA CLASSE REGULAR SE ELE VAI FAZER UMA OUTRA ATIVIDADE COM UM MEDIADOR? ELE FICARÁ APENAS AOS OLHOS DA INCLUSÃO?
R: Eu percebo uma confusão muito grande quanto ao real trabalho do mediador. O mediador é um intermediário nas questões sociais e de comportamento, na comunicação e linguagem, nas atividades e/ou brincadeiras escolares, e nas atividades pedagógicas, nas limitações motoras ou da leitura, nos diversos níveis escolares. ELE NÃO PODE E NÃO DEVE SUBSTITUIR O TRABALHO DO PROFESSOR.  Sua atuação está no desenvolvimento de um trabalho em parceria com o regente da turma amparando seu mediado. Todas as atividades que são propostas para classe deverão ser realizadas pelo aluno especial com a orientação da professora regente e seu mediador como um facilitador. Deixar um aluno especial a margem da turma, em isolamento com o mediador não é INCLUSÃO.
8-NO CASO DA INCLUSÃO, O CONTEÚDO DA ATIVIDADE É O MESMO DA TURMA? SÓ ADAPTA DE ACORDO COM A NECESSIDADE?
R: Vamos entender primeiramente que Inclusão Escolar é diferente de Inclusão Social.
A Inclusão Escolar é caracterizada na mudança e adaptação daquilo que precisa ser ensinado de modo atender as necessidades educacionais especiais. Portanto, não falamos em conteúdos diferenciados e sim de métodos, recursos, estratégias. Darei um exemplo para que entendam: Posso estar numa turma de sexto ano trabalhando no 4 ano do ensino fundamental o sistema digestório e com meu aluno especial oferecer esse conteúdo através de pranchas com o desenho dos órgãos e auxiliá-lo a modelar com massinha e em seguida montarmos todos os sistema. Trata-se de uma atividade lúdica que chamará atenção, não apenas dele, mas de toda turma e que tal propor que todos juntos montem o sistema digestório modelando? Além de promover a Inclusão Escolar através da adaptação de um conteúdo, estaremos promovendo a Inclusão Social inserindo essa criança no grupo. Sem contar que além do conteúdo outras habilidades estão sendo desenvolvidas como construção de sensação, percepção tátil, coordenação motora e viso motora. Tudo é possível, basta querer.

9-COMO UM PROFESSOR PODE DETECTAR SE SEU ALUNO ESTÁ COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM?
R: Para que um professor possa identificar uma dificuldade é necessário que ele se aproprie do conhecimento acerca do desenvolvimento infantil, seus estágios cognitivos, o que é esperado para cada etapa do desenvolvimento. Muitas crianças não apresentam dificuldades, mas o professor por falta de conhecimento acaba cobrando aquilo que está além da idade daquela criança e supõe ser uma dificuldade instalada. Muitas crianças estão sendo encaminhadas para clínica psicopedagógica aos 5 anos de idade  com queixa de dificuldade de alfabetização. A dificuldade pode ser detectada em qualquer estágio da vida do sujeito, desde que seja levado em consideração aquilo que é esperado para idade. Segue abaixo uma lista de sinais que merecem atenção:
·         esquecimento;
• dificuldades de expressão lingüística;
• inversão de letras (escrita do nome em espelho);
• dificuldades em relembrar as letras do alfabeto;
• dificuldades em recuperar a seqüência das letras do alfabeto;
• dificuldades psicomotoras (tonicidade, postura, lateralidade, somatognosia, estruturação e organização do espaço e do tempo, ritmo, praxia global e fina, lentidão nas auto-suficiências);
• dificuldades nas aquisições básicas de atenção, concentração, interação e imitação;
• confusão com pares de palavras que soam iguais (por exemplo: nó-só; tua - lua, vaca-faca; etc.);
• dificuldade em nomear rapidamente objetos e imagens;
• dificuldades em reconhecer e identificar sons iniciais e finais de palavras simples;
• dificuldades em juntar sons (fonemas) para formar palavras simples;
• dificuldades em completar palavras e frases simples;
• dificuldades em memorizar e reproduzir números, sílabas, palavras, frases, pequenas histórias, lengalengas, etc.
• relutância em ir à escola e em aprender a ler;
• sinais de desinteresse e de desmotivação pelas tarefas escolares;
• dificuldade em aprender palavras novas;
• dificuldades em identificar e nomear rapidamente letras e sílabas;
• dificuldades grafomotoras (na cópia, na escrita, no colorir e no recortar de letras);
• dificuldades com sons de letras (problemas de compreensão fonológica);
• memória fraca;
• dificuldades psicomotoras;
• perda freqüente e desorganização sistemática dos materiais escolares, etc.
• problemas de comportamento e de motivação pelas atividades escolares;
• frustração e fraca auto-estima;
• problemas de estudo e de organização;
• fracas funções cognitivas de atenção, processamento e planificação;
• fraco aproveitamento escolar;
• pode evidenciar habilidades fora dos conteúdos escolares;
• dificuldades em concluir os trabalhos de casa;
• hábitos de leitura, de escrita e de estudo muito vagos;
• fraco conhecimento global;
• mais tempo para terminar testes ou avaliações escritas;
10- COMO IDENTIFICAR E ENCAMINHAR UM ALUNO COM ALTAS HABILIDADES/ SUPERDOTAÇÃO?
R: Pessoas com AH/SD são caracterizadas pela elevada potencialidade de aptidões, talentos e habilidades, evidenciada no alto desempenho nas diversas áreas de atividade do educando e/ou a ser evidenciada no desenvolvimento da criança. Contudo, é preciso que haja constância de tais aptidões ao longo do tempo, além de expressivo nível de desempenho na área de superdotação.
A Política Nacional de Educação Especial define como altas habilidades / superdotados os aqueles que apresentarem notável desempenho e elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos, isolados ou combinados: capacidade intelectual geral; aptidão acadêmica especifica; pensamento criativo ou produtivo; capacidade de liderança; talento especial para artes e capacidade psicomotora. Segue abaixo uma lista de características que ajudam na identificação:
•Grande curiosidade a respeito de objetos, situações ou eventos, com envolvimento em muitos tipos de atividades exploratórias;
• Tendência a começar sozinho as atividades, a perseguir interesses individuais e a procurar direção própria;
• Originalidade de expressão oral e escrita, com produção constante de respostas diferentes e idéias não estereotipadas;
• Talento incomum para expressão em artes, como música, dança, teatro, desenho e outras;
• Habilidade para apresentar alternativas de soluções, com flexibilidade de pensamento;
• Abertura para realidade, busca de se manter a par do que o cerca, sagacidade e capacidade de observação;
• Capacidade de enriquecimento com situações-problema, de seleção de respostas, de busca de soluções para problemas difíceis ou complexos;
• Capacidade para usar o conhecimento e as informações, na busca de novas associações, combinando elementos, idéias e experiências de forma peculiar;
• Capacidade de julgamento e avaliação superiores, ponderação e busca de respostas lógicas, percepção de implicações e conseqüências, facilidade de decisão;
• Produção de idéias e respostas variadas, gosto pelo aperfeiçoamento das soluções encontradas;
• Gosto por correr risco em várias atividades;
 • Habilidade em ver relações entre fatos, informações ou conceitos aparentemente não relacionados,
• Aprendizado rápido, fácil e eficiente, especialmente no campo de sua habilidade e interesse.
• Necessidade de definição própria;
• Capacidade de desenvolver interesses ou habilidades específicas;
• Interesse no convívio com pessoas de nível intelectual similar;
• Resolução rápida de dificuldades pessoais; • Aborrecimento fácil com a rotina;
• Busca de originalidade e autenticidade; • Capacidade de redefinição e de extrapolação; • Espírito crítico, capacidade de análise e síntese;
• Desejo pelo aperfeiçoamento pessoal, não aceitação de imperfeição no trabalho; • Rejeição de autoridade excessiva;
• Fraco interesse por regulamentos e normas;
• Senso de humor altamente desenvolvido;
• Alta-exigência;
• Persistência em satisfazer seus interesses e questões;
• Sensibilidade às injustiças, tanto em nível pessoal como social;
• Gosto pela investigação e pela proposição de muitas perguntas;
• Comportamento irrequieto, perturbador, importuno;
• Descuido na escrita, deficiência na ortografia; • Impaciência com detalhes e com aprendizagem que requer treinamento;
• Descuido no completar ou entregar tarefas quando desinteressado.
Caso a escola identifique um caso de AH/SD o encaminhamento para um Psicólogo/ Neuropsicólogo e um Psicopedagogo ou Neuropsicopedagogo é imprescindível para avaliação das habilidades cognitivas e avaliação comportamental, cada qual dentro da sua área de especificidade.


Psicopedagoga Clínica e Institucional
Neuropsicopedagoga
Esp. em Distúrbios e Transtornos de Aprendizagem
Bióloga com aperfeiçoamento em Neurobiologia/ Neurociências
Psicanálise em formação
Professora de Ensino Superior